segunda-feira, 11 de junho de 2007

As Diversas Faces da Solidão...


Figura: Capa do álbum "Supposed Former Infatuation Junkie" (1998) de Alanis Morissette.


Esta figura deveria fazer parte de meu "maravilhoso" e "emocionante" cotidiano. Digo isto em relação ao imenso sorriso sarcástico da Alanis Morissette, eu deveria sorrir sempre deste modo, ironicamente e não ligando para ninguém pertencente ao grupo de seres humanos que seguem todas as tendência fajutas de críticas desconstrutivas.
A Solidão me deu uma surra durante este feriado me fazendo lembrar de tudo que deixei em Belo Horizonte... Até aquelas músicas de forró horríveis de uma Festa Junina que fui me deixaram contrariadas, pois me lembravam muito dos meus tempos de infância e adolescência que vivi por lá.
Mas como, meu Deus, eu posso sentir saudades de um lugar que era para ser odiado por mim? Sim, eu sempre odiei tal cidade e ainda mais, odiava morar lá. Tanto que quando soube da grande notícia que meu pai iria ser transferido para Brasília, eu fiquei numa tremenda alegria que comecei a cantar e pular e mais não sei o quê... É, Brasília, minha cidade natal... Nasci aqui, mas fui criada em Belo Horizonte e depois, retornei para meu local de origem.
O destino é algo audacioso e somado à solidão viram uma dupla infalivél contra a felicidade de certas pessoas insensatas... Não culpo a cidade de Brasília por toda a minha falta de sorte e alegria, ao contrário, esta é uma cidade muito bonita e organizada (tirando ao grupo da corja corrupta que abriga estes ares), mas até hoje não me acostumei ao estilo de personalidade das pessoas daqui. E sei o porque isto ocorre: as pessoas daqui são sérias, reservadas e frias assim como eu. Em Belo Horizonte é exatamente ao contrário, as pessoas são receptivas e bem-humoradas.
Quando eu cheguei aqui, fui estudar na Instituição Burguesa, o Colégio Militar, que foi outro desastre em minha Vida, mas isso já é outra história... E acredite que nenhuma boa alma veio falar comigo, perguntar de onde havia vindo, como me chamava, das coisas que gostava etc. Em Belo Horizonte, às várias vezes que troquei de colégio, sempre vinha duas ou três pessoas perguntar aquelas curiosidades que citei acima e um pouco mais. Claro que nada é perfeito, demorava um pouco a me enturmar, mas quando ocorria isso, falava com todos da classe.
Esses mineiros me acostumaram desta forma e agora me acho sozinha no meio de tantos brasilienses e agregados.
Agora o difícil vai ser tirar essas musiquinhas impertinentes de forró e das imagens que estas me levam a lembrar... Ainda mais que recebi, há algumas semanas atrás, uma carta de uma amiga de infância que mora em Belo Horizonte. Fiquei muito surpresa com a atitude dela em me escrever e, também, fiquei triste... Fiquei pensando que sim, eu tinha alguns amigos e amigas lá, mas não sabia dar valor e queria sempre mais e mais. O que eu mais queria era voltar no tempo para aproveitar cada segundo dos momentos que passei com todos que deixei e creio que agora estou pagando por tudo o que reclamava... Agora sim vivo no poço da solidão e ela me consterna à cada dia.
Realmente quero uma maneira de arrumar amigos e realmente quero ser feliz. É Deus... Somente o Senhor pode me ajudar, mas nem tenho em vista o quê fazer... Quero ajuda e necessito dela para melhorar meu mental.
Automaticamente, tendo amigos, será o próximo passo para apaixonar por alguém... Há anos que não sinto tal "catrastófe" emocional, mas também preciso amar alguém e que isso seja de um modo recíproco. Ou será que preciso me apaixonar por alguém e este abrirá meus sentimentos para arrumar amigos? Preciso com urgência de um ou outro... Já não importa a ordem...
Sigo desta forma: Alguma de minhas composições e, logo após, algum pensamento; poema; texto que admiro. É isso.


CONTROVÉRSIAS - SMITH (Eu), 08/06/2006.
A Insensatez pertence à poça da Infelicidade
O Desânimo pertence à poça da Obscuridade
A Idiotice pertence à poça da Banalidade

Posso declarar toda burrice com palavras sem sentidos
E sem particularidades com seus sinônimos
Anonimatos descrevo através de palavras peculiares

Se ao menos eu pudesse terminar com o meio de uma estória
Se a Insensatez fosse Sensatez
O Desânimo fosse Ânimo
A Idiotice fosse Audácia

Se ao menos eu pudesse caçar o Maléfico
Se ao menos eu pudesse entender os Dons
Se ao menos eu pudesse usá-los em pró dos Artifícios Vitais

A Vida é contra minhas idéias
Eu conto os dias por lá e por aqui
Eu conto a Felicidade de me ver fora desse meio obscuro

Se ao menos eu pudesse entender as maravilhas de Deus
Se ao menos eu pudesse entendê-las e usá-las
Se... Se... Se: sem significado para as rotinas cotidianas.


"Isso leva a dor para longe
Mas não faz você ficar
Isso é a maneira para quebrar, para fixar
Nenhuma cola, nenhuma mala de truques
Me deposite
A mentira desfraldará
Me ponha para rastejar

Seu sorriso deveria me fazer espirrar
Quando nós éramos siameses
Surpreendente graça que está aqui
Eu pagaria para ter você por perto
Me deposite
A mentira desfraldará
Me ponha para rastejar (...)"

-Autoria: Brian Molko (Placebo)
-Música: "The Crawl" -- "O Rastejo" (tradução)
-Álbum: "Without You I'm Nothing" (1998)




Um comentário:

Fabrício Almeida disse...

O passado nos dá algumas punhaladas pelas costas mesmo. Quando o arrependimento fala mais alto, tudo tende a piorar.

Por mais que seja difícil se adaptar em um novo lugar, tente ver as coisas boas que o mesmo tende a lhe proporcionar. Brasília é uma cidade perfeita para se viver! Existem pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo. Sei que as pessoas mineiras são muito calorosas e que os brasilienses são reservados. Mas você está viva, sabe falar muito bem e tem uma grande inteligência e capacidade. Corra atrás daquelas pessoas que lhe fazem feliz, procure ir nas cidades satélites pois as pessoas de lá são mais humildes e, também, mais calorosas.

Viva a vida como ela é! Dê oportunidades para si mesma e seja muito, muito feliz!

Abraço!